A pirataria que mata
26/02/2008
Por Ricardo Orlandini
O mercado mundial de produtos piratas está em franca expansão e, ao que parece, não consegue ser combatido com eficiência nem nos países mais desenvolvidos.
De grifes famosas, passando pelos CD´s e DVD´s, a até alimentos e bebidas, já tínhamos nos acostumado com esta pirataria que até agora só roubava o direito de propriedade de seus criadores.
Enquanto a falsificação ficava só nisso ainda dava para agüentar. Mas agora a coisa mudou de patamar. As falsificações estão matando seus usuários, e muitos nem sabem que as estão usando.
A Indústria Farmacêutica movimenta anualmente bilhões de euros. Uma reportagem da revista “Veja”, de julho de 1998, isso mesmo, de quase dez anos atrás, já falava sobre a máfia dos medicamentos. O título da capa era “E se o remédio for falso?”
Segundo a reportagem, a máfia vendia remédios inócuos, feitos de farinha ou com dosagem de princípio ativo menor do que a informada na bula.
Passados quase dez anos desta reportagem e algumas centenas ou talvez milhares de pessoas mortas por terem sido enganadas por este tipo de medicamento falsificado, parece que nada mudou em nosso país. Aliás, o negócio prosperou, e muito.
O mercado mundial de falsificação vai desde os remédios utilizados para a impotência sexual até os mais sofisticados produtos para tratar o câncer e a AIDS. Os produtos são vendidos até mesmo em farmácias.
Este crime hediondo, que não só engana, mas mata as pessoas, continua impune, prosperando nas barbas de nossas autoridades.
Aqui no Brasil, como sempre, a impunidade encoraja todos os tipos de criminosos. O que fazer? Qual a pena para esta corja?
Na China, um projeto de lei está sendo redigido para fazer com que fabricantes e vendedores de remédios falsificados sejam condenados à morte. Seria esta uma medida extrema?
Começo a achar que não.

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