Saúde Ocupacional - Aumento de benefícios por DT no INSS
29/01/2008
Benefícios do INSS por doenças do trabalho aumentaram 95% em 2007
Previdência determinou que peritos dessem mais atenção às doenças do
trabalho.
Depois de dez anos dando aulas, a voz de uma professora começou a falhar.
Ela se afastou da escola, mas não conseguiu provar ao INSS que o problema
era conseqüência do trabalho. "Mesmo sendo atestado por vários
profissionais da área da saúde ainda não supriu as questões que a escola
coloca. Daí você vai sempre renovando as licenças", conta ela.
Para evitar casos como esse, o Ministério da Previdência determinou que os
peritos dessem mais atenção às doenças do trabalho mais freqüentes.
"Estatísticas internacionais questionavam as estatísticas brasileiras
porque se adoecia muito e se caracterizava muito pouco. Ou seja, parecia
que o trabalho não tinha participação quase nenhuma nesse quadro de
adoecimento", explica a diretora do Laboratório do Trabalho da
Universidade de Brasília, Anaderg Barbosa.
Resultado da mudança: os benefícios concedidos pelo INSS por doenças do
trabalho aumentaram 95% em 2007. Com a nova orientação, o empregado tem
estabilidade de um ano quando volta ao trabalho e a empresa é obrigada a
depositar o fundo de garantia durante o período em que ele estiver
afastado.
As doenças do trabalho mais freqüentes são relacionadas a esforços
repetitivos. Até março de 2007, os problemas de coluna, por exemplo,
tinham, em média, cem registros por mês. A partir de abril, quando o INSS
mudou os critérios, o número saltou para mais de 1.500 por mês.
Nas lesões de mão e punho, situação semelhante. Os registros subiram de
144 para 1.400 por mês, no mesmo período.
O governo vai cobrar mais pelo seguro-acidente de trabalho das empresas
que não cuidarem da prevenção. "O mais importante é que nós vamos
reconhecer aquelas empresas que estimularem prevenção com um percentual
menor e aquelas oferecem maiores riscos vão ter de pagar mais", afirma o
diretor de Saúde Ocupacional do Ministério, Remígio Todeschini.
Fonte: G-1

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